04 setembro 2013

Um autor: Clarice Lispector

Há muito tempo não escrevo esse tipo de coluna aqui o blog, mas resolvi voltar de vez em quando e escreve-la para assim possamos adquirir, juntos, novos conhecimentos sobre os autores que nos fazem viajar por vários mundos. 
Deixem nos comentários o que acharam do post e sobre que autores gostaria de saber mais.



Clarice Lispector nasceu na Ucrânia, porém teve que vir com apenas um ano e dois meses morar no Brasil, o que a faz se autodenominar brasileira. Clarice morou inicialmente no nordeste em Maceió, logo depois indo morar em Recife.
Estudou no Ginásio Pernambucano, assim que aprendeu a ler começou a escrever. Falava vários idiomas, dentre eles o inglês e o francês.
A mãe da autora, Mania Lispector, morreu quando Clarice tinha apenas nove anos em decorrência da sífilis que supostamente contraiu em um estrupo enquanto fugia da Guerra Civil Russa. Clarice sofreu com a morte de sua mãe e muitos de seus textos refletem a culpa que ela sentia e figuras de milagres que salvariam sua mãe.
Quando tinha quinze anos seu pai decidiu se mudar para o Rio de Janeiro, lá ela estudou na escola primária da Tijuca, até ir para o curso preparatório para a Faculdade de Direito. Foi aceita na Universidade do Brasil em 1939, porém se viu frustada com muitas teorias ensinadas no curso e descobriu um escape: a literatura. Com dezenove anos publicou seu primeiro livro, Triunfo, na Revista Pan.
Seu pai morre na cirurgia da retirada de uma vesícula biliar, em consequência Clarice se afasta da religião judaica. No mesmo ano ela é alocada para trabalhar na Agência Nacional.
Clarice cassa-se com Maury, pai de seus dois futuros filhos Pedro e Paulo; depois de algum tempo separa-se de seu marido que era diplomata e volta para o Rio de Janeiro com seus dois filhos.
Foi hospitalizada pouco tempo depois da publicação do livro, A Hora da Estrela, com câncer inoperável no ovário. Faleceu em nove de dezembro de 1977, um dia antes de seu aniversário. 

Algumas Frases: Não suporto meios termos. Por isso, não me doo pela metade. Não sou sua meio amiga nem seu quase amor. Ou sou tudo ou sou nada” 

Sorrisos e abraços espontâneos me emocionam. Palavras até me conquistam temporariamente. Mas atitudes me ganham para sempre.” 

Um amigo me chamou pra cuidar da dor dele, guardei a minha no bolso. E fui.” 

“Deixo-te livre para sentir minha falta, se é que faço falta. Tens meu número, na verdade, meu coração, então se sentir vontade de falar comigo, me procura você.”
 

“Que minha solidão me sirva de companhia. que eu tenha a coragem de me enfrentar. que eu saiba ficar com o nada e mesmo assim me sentir como se estivesse plena de tudo.” 

Fontes: Wikipédia