13 julho 2013

A Menina que Roubava Livros



Autor: Markus Zusak 
Ano: 2010
Edição: 2
Editora: Intrínseca
Páginas: 478
Nota: 4/5

Sinopse: Entre 1939 e 1943, Liesel Meminger encontrou a Morte três vezes. E saiu suficientemente viva das três ocasiões para que a Própria, de tão impressionada, decidisse nos contar sua história. História que, nas palavras dirigidas ao leitor pela ceifadora de almas no início de A menina que roubava livros , "é uma dentre a pequena legião que carrego, cada qual extraordinária por si só. Cada qual uma tentativa - uma tentativa que é um salto gigantesco - de me provar que você e a sua existência humana valem a pena". Essa mesma conclusão nunca foi fácil para Liesel. Desde o início de sua vida na Rua Himmel, numa área pobre de Molching, cidade desenxabida próxima a Munique, ela precisou achar formas de se convencer do sentido de sua existência. Horas depois de ver seu irmão morrer no colo da mãe, a menina foi largada para sempre aos cuidados de Hans e Rosa Hubermann, um pintor desempregado e uma dona-de-casa rabugenta. Ao entrar na nova casa, trazia escondido na mala um livro, O manual do coveiro . Num momento de distração, o rapaz que enterrara seu irmão o deixara cair na neve. Foi o primeiro dos vários livros que Liesel roubaria ao longo dos quatro anos seguintes. E foram estes livros que nortearam a vida de Liesel naquele tempo, quando a Alemanha era transformada diariamente pela guerra, dando trabalho dobrado à Morte. O gosto de roubá-los deu à menina uma alcnha e uma ocupação; a sede de conhecimento deu-lhe um propósito. E as palavras que Liesel encontrou em suas páginas e destacou delas seriam mais tarde aplicadas ao contexto da sua própria vida, sempre com a assistência de Hans, acordeonista amador e amável, e Max Vandenburg, o judeu do porão, o amigo quase invisível de quem ela prometera jamais falar. Há outros personagens fundamentais na história de Liesel, como Rudy Steiner, seu melhor amigo e o namorado que ela nunca teve, ou a mulher do prefeito, sua melhor amiga que ela demorou a perceber como tal. Alguns apenas passaram por sua vida, outros lhe acompanham até que não lhes seja mais possível, outros estão mais perto do que parecem. Mas só quem está a seu lado por todas as quase 500 páginas de A menina que roubava livros, só quem testemunha a dor e a poesia da época em que Liesel Meminger teve sua vida salva diariamente pelas palavras, é a nossa narradora. Um dia todos irão conhecê-la. Mas ter sua história contada por ela é para poucos. Tem que valer a pena.


Resenha: Tendo uma leitura fácil de ser compreendida e um enredo contagiante, o livro é contado pela Morte, que já esbarrou com Liesel três vezes e em todas ela escapou, de uma forma leve e trágica ao mesmo tempo. 
A história do livro se passa na Alemanha na época da Segunda Guerra Mundial, pela narrativa parece que estamos dentro do livro vivendo tudo aquilo junto com a Liesel. Liesel ama ler e a leitura torna-se aquilo que a faz relaxar um pouco. A menina tem uma forte amizade com Rudy, menino que mora em sua rua, e com um judeu que sua família protege em seu porão.
Foi muito gostoso ler o livro, amo livros que tratam da Segunda Guerra e o autor conseguiu me conquistar. A editora fez um ótimo trabalho, a capa é muito bonita, a diagramação e o tamanho da letra também são ótimos. O livro ainda contém algumas imagens que combinaram totalmente com o que se era retratado. Com toda a certeza um livro emocionante.